O agendamento na primeira dobra
Nesse mercado a conversão não é o clique nem o formulário de contato: é a visita marcada. Por isso o cartão de agendamento divide espaço com o título, em vez de ficar escondido no rodapé. Quem chega já pode marcar.
Um portal onde a casa é escolhida pela arquitetura, e não pela metragem.

Quem procura uma casa de quatro milhões não decide por número de dormitórios. Decide por luz da tarde na sala, pé-direito, materiais que envelhecem bem, a relação da casa com o terreno.
Só que os portais imobiliários tratam qualquer propriedade do mesmo jeito: uma linha de planilha com preço, área e quartos, ilustrada por uma miniatura de 300 pixels. O que faz a casa valer o que vale fica de fora.
O resultado é previsível — o comprador desse segmento abandona o portal e volta a depender de indicação pessoal.

Inverti a hierarquia: a foto ocupa a tela, a ficha técnica vira detalhe, e agendar a visita passa a ser a primeira coisa possível.

Nesse mercado a conversão não é o clique nem o formulário de contato: é a visita marcada. Por isso o cartão de agendamento divide espaço com o título, em vez de ficar escondido no rodapé. Quem chega já pode marcar.
Localização, faixa de valor, dormitórios e tipo continuam existindo — são necessários. Mas ficam em campos discretos, integrados ao bloco editorial, sem a estética de sistema de busca que empurra o usuário para o modo comparação.
Seleção criteriosa, sigilo executivo, sensibilidade sensorial e atemporalidade. São os argumentos de uma curadoria, não de um classificado. Comunicam ao comprador que ali há filtro humano, que é justamente o que ele procura fora do portal.
Os títulos das propriedades usam serifada com itálico, que carrega o tom de revista de arquitetura. Botões, filtros e rótulos ficam em sans-serif. A distinção ajuda a separar o que é conteúdo do que é ferramenta.